sexta-feira, 10 de abril de 2009

Livro nº7


Amanhece no estreito do Bosforo ... hoje é dia 29 de Maio de 1453, já há quase dois meses que Mehmed II à frente de quase 200 mil homens poê Constantinopla a ferro e fogo. Do outro lado, um império agonizante...menos de 10 mil homens comandos por Constantino tentam manter a chama que arde à mais de dez séculos...

Numa série de infortunios após horas de violentos combates na muralha...os Janizários (a tropa de elite otomana) aproveita uma momentanea desorganização dos defensores e entra de rompante em Constantinopla...o próprio Constantino, num acto altruismo heroico, arranca as insignias imperiais e morre em combate a defender uma brecha...

É a hora da morte do império...a sua capital (e um dos poucos territórios ainda controlados pelos bizantinos) é tomada e saqueada...a Hagia Sofia é convertida em mesquita....

É o fim da Idade Média e o inicio de um novo tempo....as Repúblicas Italianas verão nos anos seguintes o acesso negado às rotas da China e India...Portugueses e Castelhanos estavam já no mar a inicar a descoberta do mundo...

Tratando-se de uma tema fulcral na história da Europa, adquiri e li a alguns meses um livro que faz todo o sentido falar: " A queda de Constantinopla 1453" de Steven Runciman, relata num tom simples e narrativo os acontecimentos que levaram à conquista de Constantinopla.

Uma viagem a fazer um dia...


terça-feira, 7 de abril de 2009

Semana Santa


Vivemos os ultimos dias da Quaresma...

A observância dos 40 dias que se iniciam na Quarta-Feira de Cinzas intensificam-se nesta semana, quando a Sexta-Feira Santa se aproxima.

Existem diversas experiências da Pascoa ... aqui fica a minha.

Inicio:

A minha Pascoa começa no Domingo de Ramos (8 dias antes), na minha terra natal, provincia a dentro numa pequena Capela no centro de uma aldeia com 700 anos de história as pessoas
reuniem-se por volta das 10.30 para a oração...meia hora depois em procissão percorrem-se as escassas centenas de metros que separam o pequeno templo da Igreja Matriz de São Silvestre. Em seguida celebra-se a Santa Missa onde a leitura da Paixão de Cristo é o momento central.
O tradicional almoço de Domingo em familia segue-se...

Quinta Feira:

Percorro as duas centenas de quilometros de Lisboa à Terra Natal, por volta das 6 e 30 começam as celebrações...em tempos com a cerimonia de lava pés ... nos dias de hoje bem mais simplificadas...

Sexta Feira Santa:

Nove e trinta da noite....uma procissão de velas enche as ruas de pedra gasta...no centro uma imagem...é o enterro de Cristo....mulheres e homens entoam ladainhas tristes...à frente uma matraca anuncia o cortejo....

Sabado de Aleluia:

Dez e trinta da noite...um templo vazio e sem luz...apenas um braseiro arde à entrada...a população junta-se no adro ... a nova luz é abençoada...pouco a pouco espalha-se de vela em vela...é a Luz da Ressureição...uma nova vida começa...termina a quaresma...Inicia-se um novo tempo!

Domingo de Pascoa:

Dez da manha, o sol aquece o coração...uma sombra no adro da igreja representa o momento...um crucifixo iluminado pela força de Deus...o Santissimo sai a rua protegido por um Palio Dourado...canções de alegria são entoadas...é o Dia esperado!

Familias reunem-se após a celebração, o almoço de familia segue-se...iguarias foram preparadas! Um novo tempo se anuncia! Aleluia são entoados!

sábado, 4 de abril de 2009

Contemplando a planicie...


A pouco estava sentado num alpendre simplesmente a contemplar o efeito do vento na erva na planicie no crepusculo de um dia de primaveira.

Batalha de Atoleiros


Comemora-se na próxima segunda feira, dia 6 de Abril, 625º aniversário da Batalha de Atoleiros. 

Após a tomada do poder por D.João I em Lisboa, Nuno Alvares foi nomeado fronteiro-mor do Alentejo (cargo similar ao que seria mais
 tarde no século XVIII e XIX o Governador de Armas do Alentejo) com o objectivo de impedir uma invasão por uma das 3 rotas tipicas de invasão de Portugal - Alto Alentejo (as outras duas são entrada por Castelo Branco na Beira Baixa e Braga no Minho). 

Numa época em que as lealdades pessoais e feudais se sobrepunham ao ainda emergente sentimento nacional, a Batalha de Atoleiros viu o irmão do Condestavel lutar no lado Castelhano.

Em termos tácticos, pela primeira vez, as tropas portuguesas fecharam em quadrado com todas a cavalaria a desmontar para lutar a pé lado a lado com infantaria (algo até então considerado inglório). Seguiu-se uma orgulhosa carga de cavalaria pesada pela fina flor da nobreza castelhana, desbaratada em poucos minutos perante uma organizada e compacta linha portuguesa. Está tactica iria ser bem sucessida mais tarde um pouco por todos os campos de batalha da Europa (em que a famosa Batalha Anglo-Francesa de Azincourt é apenas mais um exemplo).

Estive hoje na "pequena" feira mediaval organizada em Fronteiro pelo municipio, sendo que amanhã, será levado a cabo uma recriação da Batalha entre as duas hostes em contenda.

A Batalha de Atoleiros revelou o espirito e  fibra do Condestável, bem como a sua dedicação à causa Portuguesa de D. João I, espirito esse que o acompanhou até aos ultimos dias da sua vida. Fica um pequeno excerto atribuido a Nuno Alvares Pereira no final da sua vida que ilustra essa mesma convicção:

"Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela,
em sua cela, amortalhado no hábito.
‐ “ Nunca mais despireis essa mortalha?” ‐
perguntou‐lhe o castelhano.
‐ “Só se el‐rei de Castela outra vez movesse
guerra a Portugal...”
E erguendo‐se:
‐ “Em tal caso enquanto não estiver sepultado,
servirei ao mesmo tempo a religião
que professo e a terra que me deu o ser”.
Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido.
O castelhano curvando a cabeça, saíu."

domingo, 29 de março de 2009

Sonhos de uma vida...


Sonho um dia...

Ser uma pessoa melhor;

Ser verdadeiramente solidário;
Contemplar o deserto africano;
Contemplar a planicie norte-americana;
Ir as Terras Altas da Escócia;
Passar uma semana nas Antilhas Holandesas;
Explorar os confins da Europa e continuar pela estepe centro-asiática;
Visitar Goa, Macau, Malaca e outros locais onde os Portugueses um dia ergueram Padrões;
Ajudar Portugal a desenvolver-se;
Assistir à reunificação da Igreja Católica e Igreja Ortodoxa;
Experimentar esgrima;
Experimentar vela;
Assistir ao vivo ao concerto de Ano Novo em Viena;
Viver numa casa antiga em pedra;
Ter filhos e se por qualquer razão não for possivel, adoptar;
Criar uma familia e um lar;
Andar a cavalo;
Ter um cavalo;
Ter uma herdade onde possa criar cavalos;
Produzir nessa herdade produtos agricolas;
Retirar-me para essa herdade na ultima etapa da minha vida;

E acima de tudo sonho um dia olhar para trás e ver uma vida feliz!

E sabem que mais? Tenciono cumprir cada um desses sonhos!

E que tal comprar uma ilha?


Esta semana foi vendida a Ilha do Rato...um pedaço de terra junto à margem sul em pleno Tejo.

Sinceramente pareceu-me mais uma lixeira do que uma ilha...com vista para a Quimigal!!!!

Mas resolvi investigar se existiria um mercado de ilhas no mundo...e não é que existe mesmo!!

Existem ilhas para todos os gostos, mas aquela mitica ilha com que todos sonhamos de palmeiras nas Caraibas não é para todas as carteiras, facilmente sobe a alguns milhões de US$





sábado, 28 de março de 2009

Correndo o mundo...

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Esta semana viajei até Berlim em trabalho para participar numa reunião a representar a PT.
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Gosto sempre destas saidas a meio da semana...ir até uma capital e voltar no dia seguinte. Embora seja bastante cansativo permite uma pausa no dia a dia, uns momentos para requacionar a vida e os seus objectivos e seguir em frente.
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Adicionalmente, a experiência é sempre unica, contactar e trocar impressões com colegas que fazem exactamente o mesmo que nós mas com perspectivas completamente diferentes fundadas em experiências também elas diferentes!
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Deixo apenas um apontamento extra de um chocolataria em Berlim ("what else?"):